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domingo, 17 de outubro de 2010

Quando a vida sorri


Quando a vida sorri


Nem tudo é preto e nem tudo é branco na vida.
Se muitas vezes temos a impressão que o mundo e todas as misérias dele recaem sobre nós é por que não olhamos com mais objetividade para nosso interior ou os passos que deixamos para trás.


É próprio do ser humano, ou da maior parte dele, de revisitar a vida mais facilmente nos momentos dolorosos. Vamos, passo a passo, revendo isso mais aquilo, sempre somando as tristezas.


Parece que queremos nos convencer da nossa razão de tristeza existencial, provar a nós e aos outros o quanto somos privados da felicidade que cremos (mas só cremos!) destinada a alguns privilegiados.


Há cada ano quatro estações distintas que nos mostram que a vida está sempre em movimento.
Há cada dia variações de temperatura e de luminosidade que provam que a vida não é estática. E é assim conosco.


Depois das primeiras horas, primeiros dias e primeiros anos muito e muito aconteceu.


Por que então privilegiar os momentos onde a vida pareceu mais árdua, por que medir os rios de lágrimas que choramos e não os quilômetros de sorriso que demos?
Mesmo se poucos (e o que é pouco na contagem de uma vida?), esses momentos existiram.
Com certeza, existiram.


A vida sorri aqui e acolá. Sorri quando nasce uma criança, quando brota uma flor, quando as férias chegam, quando revemos alguém depois de longo tempo, quando nosso coração descobre a alegria de enxergar outro coração e assim por diante.


Não fugindo da realidade que nos cerca e que devemos enfrentar, é bom relembrar o que de bom e bonito nos aconteceu.
Visitar mais vezes nos recantos da mémória o bem que nos fizeram, o dia mais marcante, os momentos que compartilhamos e as gargalhadas que demos.


Devemos acreditar que no muro que está diante de nós pelo menos uma janela vai se abrir, assim como se abriram as portas pelas quais atravessamos e que nos conduziram até o hoje.


Quando a vida nos sorri devemos tirar um retrato dela e colocar num grande quadro, bem visível no lugar que mais ficamos na nossa casa.
E olhar pra ele mais vezes, mais intensa e mais profundamente.


Um momento de felicidade pode ser muito maior e compensar centenas de outros menos alegres. Se acreditamos nisso vivemos muito mais e muito mais serenamente.

Eu! Leilinha

Imperatriz Maranhão
E-mail: leilasemog@yahoo.com.br

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O coração e a saudade



O coração e a saudade

Não é difícil falar de saudade: doloroso é vivê-la. Difícil é amá-la quando dilacera o coração e o deixa em pedaços.
Acho que encontrei uma explicação pela qual ela parece tão insuportável quando ficamos muito tempo longe das pessoas que amamos:
como o coração é apenas do tamanho de uma mão fechada e a saudade algo que cresce a cada dia, cada minuto que passa ela vai ocupando mais espaço e o coração se sentindo cada vez mais apertado. Sem o outro ele se sente sem ar.
Por isso essa sensação de se sentir sufocado e a impressão que o coração vai explodir dentro do peito. Por isso os olhos ardem e as palavras desmancham-se dentro de nós.
Mas a saudade é deliciosa!
É ela quem nos mostra aqueles que contam realmente na nossa alma, os que escreveram para sempre seus nomes nas paredes do nosso coração e, aconteça o que acontecer, permanecerão lá, intactos.
É dela que não queremos nos desprender, a qual nos agarramos como uma tábua de salvação que nos conduzirá à outra margem...
onde encontraremos aqueles que vencem as distâncias e os infinitos e continuam do nosso lado ignorando as barreiras do impossível e do invisível.
Sabemos que amamos quando a saudade bate à nossa porta e não encontramos forças para não deixá-la entrar. Nos entregamos.
A saudade é a doce arte de saber misturar o amor, a dor e a esperança. É a herança dos que abriram o coração para amar...
Eu! Leilinha

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Até riso tem dor o coração


Por que até nos mais altos graus de felicidade o coração continua inquieto? Por que não podemos aceitar simplesmente a alegria e abraçá-la com todo nosso corpo e com toda a nossa alma?

A felicidade dá medo, não dela mesma, mas de não ser real, de ser demais, de ser um sonho...
Por isso tanta inquietação nos momentos que poderiam ser vividos como se os outros não mais existissem, por isso o olhar pra trás pra ver se a tristeza não seguirá o mesmo caminho, não virá estragar esse tão esperado bocado de alegria.

E por que ficamos nesse estado de expectativa é que não tomamos posse total daquilo que recebemos.
Parte de nós se alegra e outra vigia, olha de lado, espera até, para que depois nos sintamos reconfortados no nosso desejo de ter razão.

Deus não nos dá presentes pela metade. Aquilo que nos oferece, oferece inteiramente e se não aproveitamos plenamente daquilo que recebemos é porque nós mesmos estragamos isso com nossas dúvidas e incertezas.
Abrimos nosso coração e deixamos nele uma janela aberta para ver voar nossa alegria.
E ainda nos consolamos depois dizendo que a vida é assim.

Não...
A vida não é assim! Nós a fazemos!

As pessoas mais felizes são aquelas que bebem o riso e se sustentam desse momento presente como se amanhã nunca fosse chegar.
Elas pegam de cada dia aquilo que recebem, selam cada noite e cada manhã com uma oração de agradecimento e bastam-se.

Devemos aprender que a vida não é uma fatalidade, embora existam momentos fatais.
A alegria não é irmã gêmea da dor e o riso não dá a mão ao choro.
Somos nós os responsáveis desse estado de espera, nós que atraímos pra dentro aquilo que repudiamos.

Aquele que quer ficar doente, fica doente, aquele que quer curar-se, cura-se.
O que tem fé vai muito longe e o que aproveita da vida, come, bebe e dorme e ainda é coroado com lindos sonhos.


Eu! Leilinha